Câncer de ovário: diagnóstico difícil reforça importância da prevenção

Câncer de ovário: diagnóstico difícil reforça importância da prevenção

A recomendação de consultas médicas regulares ganha destaque em um dos tipos de câncer mais agressivos: o de ovário. A doença é de difícil diagnóstico nas fases iniciais e, além disso, apresenta sintomas parecidos com patologias digestivas, fazendo com que parte das pacientes avalie ser algo simples de ser tratado. O alerta é da médica ginecologista Elis Akami, do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica.

Em vários pontos do país, as últimas semanas de maio foram marcadas por ações de esclarecimento sobre o câncer de ovário, que é o tipo mais letal entre os carcinomas ginecológicos. A informação leva as mulheres a buscarem o médico de forma preventiva, o que evita os estágios mais avançados do tumor. As pacientes devem seguir as orientações médicas quanto ao prazo para retornar e fazer uma nova avaliação, independentemente do resultado dos exames.

Elis Akami conta que os principais sintomas da doença são o aumento do tamanho do abdômen ou inchaço persistente, dificuldade em se alimentar, ter dor abdominal ou pélvica e precisar urinar com mais frequência. No caso da alimentação, a mulher parece se saciar rapidamente.

"Ainda há casos que apresentam mudanças nos hábitos intestinais, sangramento vaginal, alterações de peso e fadiga. Por parecerem com as características de doenças gastrointestinais, é importante que as mulheres procurem um médico para avaliar o caso", conta Elis.

"Também devem ficar atentas e procurar ajuda especializada em caso de aparecimento de sintomas. Além disso, é importante manter exames de rotina atualizados anualmente", completa.

Estatísticas

Os registros desse tipo estão sempre na lista dos 10 tipos de câncer mais comuns entre as mulheres no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) monitora dados e características desses registros. O órgão, ligado ao Ministério da Saúde, avalia que surgirão 704 mil casos novos de carcinoma no Brasil para cada ano no triênio 2023-2025.

Cerca de 90% dos registros não têm fator de risco conhecido. Os casos são detectados em procedimentos como a ultrassonografia transvaginal, exames de sangue e biópsia do tecido do ovário. Quanto mais cedo descoberto, maiores as chances de cura.

Os estudos apontam que os maiores riscos são para mulheres com idade avançada, que nunca tiveram filhos ou que tiveram a primeira menstruação precocemente ou menopausa tardia. Excesso de peso é outro fator de risco que requer avaliação, já que sobrepeso e obesidade têm aumentado entre a população mundial.

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